No dia 28 de agosto foi lançada a 7ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, estudo realizado e publicado pelo SEMESP.

Esse mapa oferece um panorama completo da educação superior brasileira detalhado por mesorregião e tem como base os dados divulgados pelo Censo do Ensino Superior no Brasil de 2015.

Confira abaixo alguns dos dados sobre o mercado educacional presente neste estudo e que impactam diretamente na sua estratégia de captação e retenção de alunos.

Panorama das instituições de ensino superior

Instituições de ensino superior

Segundo o CENSO INEP, havia no Brasil em 2015, 2.364 Instituições de Ensino Superior, sendo 295 públicas e 2.069 privadas. Houve um decréscimo de 0,2% no setor da educação de nível superior, se comparado a 2014.

Aumento no número de alunos

O mapa da educação superior no Brasil aponta que, em 2015, havia cerca de 8,03 milhões de matriculados, sendo 6,08 milhões de alunos nas IES privadas e 1,95 milhão e alunos matriculados nas IES públicas. Isso representa um crescimento total de 2,5% de novos alunos entre 2014 e 2015, sendo 3,4% na rede de ensino privada.

Queda no número de ingressante

O número total de ingressantes em cursos presencias no Brasil sofreu uma queda de 6,7%, passando de 2,4 milhões para 2,2% milhões entre 2014 e 2015, sendo que na rede privada a queda chegou a 8,4% (de 1,9 milhão em 2014 para 1,7 milhão em 2015).

Já nos cursos a distância, a situação não foi muito diferente, caindo 4,6% nesse mesmo período, passando de 727 mil alunos para 695 mil. Na rede privada, a queda ficou em 2,9% (de 684 mil em 2014 para 664 mil em 2015).

Para Capelato, os dois fatores que contribuíram para essa queda foram a redução do número de vagas do FIES e os efeitos que da crise econômica brasileira.

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Aumento no número de concluintes

O cenário muda um pouco quando olhamos os dados referente ao total de concluintes. Entre 2014 e 2015, houve um aumento de 9,3% no total de concluintes em cursos presenciais (de 841 mil para 919 mil) e 23% em cursos a distância (de 190 mil para 234 mil).

Se olharmos somente as taxas de egressos na rede privada, temos o crescimento de 615 mil em 2014 para 694 mil em 2015, ou seja, um aumento de 13% no ensino presencial e de 25% no EaD (de 174 mil em 2014 para 218 mil em 2015)

Classe C e D

O mapa mostra o aumento no número de concluintes no Ensino superior privado, na faixa de renda inferiores a 3 salários mínimos e de jovens das classes C e D.

Segundo Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, o crescimento econômico do início da década, a ampliação da oferta em redes privadas e os programas socais como o FIES, são os responsáveis por aproximar a Classe C para dentro do ensino superior.

Melhor empregabilidade

O estudo sobre o panorama sobre a educação superior brasileira retrata que houve um aumento de 1,5% na empregabilidade entre as pessoas que possuem ensino superior completo, chegando a 9,7 milhões de empregos em 2015.

Para o diretor do Semesp, quem tem um diploma de ensino superior nas mãos tem mais chance no mercado de trabalho, sofrendo menos com o desemprego em momento de crise.

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Faixa etária

Na modalidade presencial, 52% dos alunos matriculados está na faixa etária dos 19 aos 24 anos e 20% está na faixa dos 25 aos 29 anos. Já na modalidade a distância, a maior concentração de matriculados está na faixa etária dos 25 aos 34 anos (41,3%) e 19,4% está na faixa dos 19 a 24 anos.

Taxa de escolarização líquida

Segundo a taxa de escolarização líquida em 2015, somente 18,1% dos potenciais candidatos na faixa de 18 a 24 anos estão matriculados na educação superior brasileira. Para o diretor do Semesp, Rodrigo Capelato, as universidades devem ver isso como uma “oportunidade de crescimento, já que ainda existem muitos jovens fora do ensino superior”.

Nós, do Planeta Y, concordamos com o Capelato. Só no Facebook, são 28 milhões de usuários ativos que estão na faixa entre 18 e 24 anos e que podem se tornar seu futuro aluno no próximo processo seletivo.

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Cursos mais procurados na rede privada

Entre os cursos mais procurados na modalidade presencial, os cursos tradicionais de direito (765 mil), Administração (506mil) e Engenharia Civil (300 mil) foram os mais procurados nas IES da rede privada em 2015.

Na educação a distância, somente o curso de Administração está entre os TOP 3. O curso mais procurado é o de Pedagogia (317mil), seguido por Administração (174mil) e Serviço Social (94mil)

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Taxa de evasão em alta

Em 2015, a taxa de evasão na rede privada no país atingiu o índice de 28,6% para cursos presenciais e 34,2% para os cursos de EAD. A diferença entre as modalidades de ensino presencial e a distância ficou em 5,6%.

Ingressante com FIES vs Ingressante sem FIES

O SEMESP acompanhou por três períodos de 4 anos a taxa de evasão dos ingressantes (que iniciam o 1º de um curso) na rede privada com FIES e sem FIES – de 2010 a 2013; de 2011 a 2014 e de 2012 a 2015. Confia abaixo, as taxas de cada grupo de ingressantes e o período correspondente.

PeríodoCom FIESSEM FIES
2010 a 201330,4%53,3%
2011 a 201435,5%55,7%
2012 a 201541,3%56,5%

Segundo o diretor do SEMESP, os alunos com FIES evadem 3x menos que aqueles sem o financiamento. Ele reforça “a importância de se criarem políticas públicas para inovar em formas de financiamento estudantil, para que mais jovens possam frequentar o ensino superior”.

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FIES

O mapa do ensino superior mostra que entre 2010 a 2014 houve um aumento de 862% nos contratos firmados no Programa de Financiamento Estudantil do Governo Federal (FIES), passando de 76 mil contratos para 733 mil em 2014.

Com a reformulação do FIES em 2014, os contratos firmados caíram 61%, chegando a 287 mil em 2015, sendo que a maior porcentagem se concentrou na região nordeste (30,2%). A estimativa é que, até o final de 2017, sejam feitos 193 mil contratos.

TOP 10 cursos presenciais com FIES entre 2010 e 2017

1 – Direito (355 mil contratos),

2 – Administração (174 mil),

3 – Engenharia Civil (171 mil),

4 – Enfermagem (164 mil),

5 – Psicologia (112 mil),

6 – Fisioterapia (87 mil)

7 – Educação Física (87 mil),

8 – Ciências Contábeis (86 mil),

9 – Arquitetura e Urbanismo (66 mil) e

10 – Engenharia de Produção (61 mil)

O que você achou dos dados do Mapa do Ensino Superior no Brasil, que compartilhei acima?

Fique à vontade para deixar seu comentário ou dúvida abaixo.

Marcus Aquenaton: CEO – Planeta Y. Durante 15 anos atuei como gestor de marketing e comunicação no Ensino Superior. Passei por diversas universidades. Fiz parte de comitê de estratégia e inovação e palestrei em diversos eventos do mercado educacional brasileiro. Ao longo deste tempo, foram mais de 100 mil novos alunos captados, seja por meio de campanhas de vestibular, seja através de campanhas de relacionamento, do offline e eventos ao online e social media.