A Internacionalização do Ensino Superior é uma vontade da maioria das instituições de ensino, que querem prover aos alunos as melhores experiências possíveis. E, dentro dessa expectativa, uma boa notícia surgiu: a Universidade de Coimbra, em Portugal, vai utilizar as notas do ENEM para a seleção de candidatos brasileiros.

A medida vem de encontro a uma alteração na legislação portuguesa, que a partir de agora permite que as Instituições de Ensino Superior criem seus próprios sistemas de ingresso para alunos estrangeiros. Com o ENEM, os alunos devem submeter suas notas, escolher o curso e aguardar a resposta da Universidade de Coimbra para ver se a nota obtida dá ao aluno o direito de estudar na escola.

Essa é a primeira vez que a tradicional instituição portuguesa (uma das mais antigas do país) abre o precedente de usar o ENEM para sua seleção interna. Inclusive, ela é a primeira instituição estrangeira a usar as notas do exame nacional brasileiro com a finalidade de selecionar novos alunos. Quem se interessar pelos cursos oferecidos na Universidade de Coimbra pode usar as notas obtidas nos exames de 2011, 2012 ou 2013. A mensalidade média dos cursos na universidade é de cerca de 700 euros.

Mas qual é o impacto disso no mercado das IES brasileiras?

O precedente aberto pela Universidade de Coimbra vem de encontro a um problema sistêmico de Portugal: as baixas taxas de natalidade no país, que deixam ainda mais espaço, a longo prazo, nas cadeiras das instituições de ensino. Mas, na verdade, esse (a baixa natalidade) é um problema que concerne a muitos outros países da Europa – e, como se trata de uma lei, pode ser que mais nacionalidades venham a adotar o ingresso pelo ENEM.

Por isso, para as IES do Brasil, ficam duas alternativas: a primeira é buscar parcerias e convênios com escolas estrangeiras que porventura adotem esse sistema de avaliação em seu processo de ingresso de alunos. A segunda é melhorar ainda mais seus produtos e serviços, já que o fator “morar na Europa” pode ser forte na decisão final do jovem que procura por uma faculdade – mesmo que o continente esteja em franca crise econômica ou que as escolas não sejam tão baratas.

A principal dica é já ir pensando em modelos de convênio que possam beneficiar tanto as instituições brasileiras quanto estrangeiras nessa nova modalidade de avaliação, ou o risco de perder alunos para a Europa é quase certo.

Nesse caso, quem já quer fazer parceria com uma escola realmente tradicional tem, na Universidade de Coimbra, uma grande candidata. Afinal, ela foi fundada em 1290 – e no ano passado foi considerada pela Unesco como Patrimônio Mundial. Atualmente a universidade abriga cerca de 2100 alunos brasileiros e, com a adoção do ENEM, esse contingente só tende a aumentar ainda mais.

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