Desde o final da década de 1990, estudiosos têm proposto diferentes tipos de classificação do capital social. De maneira geral, o capital social pode ser dividido em duas grandes dimensões: cognitiva e estrutural. A primeira inclui normas, valores, sentimentos, atitudes e crenças (o que as pessoas pensam). Em contrapartida, a segunda dimensão do capital social se refere aos aspectos observáveis da organização social externa, como as redes sociais e o engajamento cívico (o que as pessoas fazem). Essas dimensões são complementares.

Tipos de Capital Social

Outras propostas de classificação do capital social se baseiam no tipo de conexões estabelecidas entre as pessoas.

Capital Social de Vínculos

O capital social de união ou vínculos (bonding) se refere aos relacionamentos entre iguais. Pessoas que dividem a mesma identidade cultural ou condição socioeconômica, por exemplo. Estimulam o apoio e entendimento mútuo.

Capital Social de Aproximação

O capital social de aproximação (bridging) se refere às redes mais amplas de relacionamentos com outros indivíduos ou com a comunidade. Liga indivíduos e comunidades aos recursos ou oportunidades que estão fora das suas redes de relacionamentos pessoais.

Capital Social de Ligação

Finalmente, o capital social de ligação (linking) se refere à dimensão vertical, aspectos estruturais, normas e redes de aliança com o poder institucionalizado, mais especificamente recursos para desenvolvimento social e econômico.

O Capital Social

Apesar do aparente frescor do assunto, o capital social não é um tema novo. Lá no começo do século XX, a diretora de uma escola americana conseguiu resolver com sucesso um problema de apatia e baixo rendimento dos alunos de sua escola por meio do aumento de vínculos e coesão entre instituição, família e comunidade no qual estavam inseridos. Paulo Freire também sabia do grande potencial transformador do engajamento cívico e das ações coletivas. O termo capital social ainda não tinha sido cunhado, mas, há tempos, o poder das conexões entre as pessoas é latente.

A presença de capital social não é milagre ou tampouco sorte de determinados países, comunidades, bairros ou instituições. Também não é mérito apenas das pessoas descoladas, populares. É preciso ficar claro, então, que o capital social não é resultado de um “se vira nos trinta” de grupos de cidadãos bem intencionados distribuídos aleatoriamente no mundo. Para que o capital social possa sair da teoria e ganhar aplicabilidade prática nos diversos espaços sociais, são necessários investimentos conscientes por parte de quem ocupa posições estratégicas – sejam políticas ou institucionais – para a criação de ambientes e legislações favoráveis às conexões entre indivíduos assim como o engajamento social dos mesmos.  Como bem disse o cientista político, Robert Putnam: better together.

Saiba a relação entre capital social e marketing nas IES na próxima parte do nosso estudo sobre Capital Social. Continue lendo sobre Capital Social: confira a Parte III da série!

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